quinta-feira, 10 de setembro de 2020

RESENHA | MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS - MACHADO DE ASSIS

 

MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS

MACHADO DE ASSIS


RESENHA | Por Nicholas Merlone


Movimento Literário: Realismo

AO VERME
QUE
PRIMEIRO ROEU AS FRIAS CARNES
DO MEU CADÁVER
DEDICO
COM SAUDOSA LEMBRANÇA
ESTAS
MEMÓRIAS PÓSTUMAS

A obra MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS (1881), de MACHADO DE ASSIS, evidencia uma melhora no estilo de Machado e, além disso, um desenvolvimento na Literatura brasileira. Não se trata de um romance do Romantismo. Trata-se, na verdade, do primeiro romance do Realismo brasileiro. Porém, além disso, trata-se da primeira narrativa fantástica do Brasil, sendo o primeiro livro da Literatura brasileira que avança sobre os limites nacionais desse gênero, uma vez que se trata de um grande romance universal.

PECULIARIDADE! | O narrador principal, Brás Cubas, encontra-se morto. A partir de então, daí a visão fantástica da obra, Cubas conta-nos sua vida e nos fornece um cenário de sua classe social e do ambiente onde viveu. A perspectiva do narrador não possui formalismos (narrativa, vida etc.). É, com efeito, um fanfarrão.

A frase de MEMÓRIAS PÓSTUMAS obriga-nos a notá-la antes de observar o que demonstra. Porém, estilo retórico não quer dizer rebuscamento gratuito, não menos que o narrador Machado de Assis. Brás Cubas se trata de uma obra, em que a perspectiva retórica ampara a linguagem da imitação e fingimento, contrapondo a ficção à realidade. (cf. José Guilherme Merquior. O romance carnavalesco de Machado | Análise Crítica). Sobre o tema, veja: A sátira machadiana, de Ivan de Andrade, clique aqui.

CARACTERÍSTICAS 

Narrador | Primeira Pessoa (Morto) - examina a si próprio e aos outros. Narrador onisciente.

Ambiente | Rio de Janeiro / RJ.

Personagens | i) Brás Cubas - defunto autor: Levou uma vida sem grandes inquietações e sem realizações; ii) Quincas Borba - antigo amigo de colégio de Brás Cubas, é mendigo. Torna-se rico e Brás Cubas se aproxima dele. Fundador do Humanitismo (filosofia que se resume em: "Ao vencedor, as batatas". Morre demente; iii) Marcela: meretriz interesseira. "Marcela amou-me durante 15 meses e onze contos de reis" (narrador); iv) Virgília: filha do Conselheiro Dutra. Casaria com Brás Cubas, porém casou com Lobo Neves. Depois, vira amante de Cubas; v) Dona Plácida: realista, esconde o relacionamento adúltero entre Cubas e Virgília.

EM SÍNTESE | Narrativa | O autor defunto inicia o enredo partindo de sua morte, daí retornando à sua infância, contando suas paixões de então pela meretriz Marcela, que terminam no momento em que seu pai o manda à Europa. O adultério é encarado no seu relacionamento com Virgília, mulher de Lobo Neves, escondido por Dona Plácida. Outra peculiaridade de sua vida é a relação com Quincas Borba, que fica rico por uma herança e desenvolve a filosofia do Humanitismo. Destacam-se na obra os pensamentos de Machado de Assis, relativos ao homem e às relações sociais.

TEORIA & HISTÓRIA LITERÁRIA | José Veríssimo | História da Literatura Brasileira

 

A partir de Nota Bibliográfica (Wilson Lousada) e Prefácio (Tristão de Athayde) descortino um pouco sobre José Veríssimo, que nasceu em Belém do Pará, em 08 de abril de 1857, e faleceu em 02 de fevereiro de 1916. O autor mudou-se para o Rio de Janeiro, capital do Pais, de então. Lá estudou no Colégio Pedro II, e foi jornalista, como exemplo, no Jornal do Brasil. Cítico de sua época, afirmou que a Literatura Brasileira só ganhou autonomia com o Romantismo, estando, antes disso, vinculada à Literatura Portuguesa. Foi notável por criticar o nacionalismo e, além disto, por ter um enfoque objetivo, em detrimento de um olhar subjetivo. Sua época de atuação foi de modo maior o Realismo.
Na Introdução de sua obra sempre atual, História da Literatura Brasileira, alguns pontos ganham destaque. "Literatura é arte literária. Somente o escrito com o propósito ou a intuição dessa arte, isto é, com os artifícios de invenção e de composição que a constituem é, a meu ver literatura"(1969, p. 10). Ou ainda com crítica mordaz: "A história da literatura brasileira é, no meu conceito, a história do que nossa atividade literária sobrevive na memória coletiva de nação.[...] Ainda nela entram muitos nomes que podiam sem inconveniente ser omitidos, pois de fato bem pouco ou quase nada representam. [...]"
Para encerrar a Introdução de sua obra, Veríssimo assinala: "Por motivos óbvios de discrição literária não quisera este livro ocupar senão de mortos. Esta norma, porém, era quase impossível segui-la na última fase da nossa literatura, vivendo ainda, como felizmente vivem, alguns dos principais representantes dos movimentos literários nela ocorridos; calar-lhes os nomes seria deixar suspensa a história desses movimentos. Ainda assim apenas ocasionalmente, por amor de completar ou esclarecer a exposição, se dirá de vivos. Tal o espírito em que após mais de vinte e cinco anos de estudo da nossa literatura empreendo escrever-lhe a história. Não me anima, em toda a sinceridade o digo, a presunção de encher nenhuma lacuna nem de prevalecer contra o que do assunto há escrito, certamente com maior cabedal de saber e mais talento. Não há matéria que dispense novos estudos." (1969, pp. 15-16)

TEORIA & HISTÓRIA LITERÁRIA | MACUNAÍMA - MÁRIO DE ANDRADE

 

TEORIA & HISTÓRIA LITERÁRIA

RESENHA | Por Nicholas Merlone

MACUNAÍMA (1928)

MÁRIO DE ANDRADE


"POUCA SAÚDE E MUITA SAÚVA,
OS MALES DO BRASIL SÃO."

Autor: Mário Raul de Morais Andrade (São Paulo | 1893 - 1945)

Movimento Literário: Modernismo (1a. Geração | 1922-1930)

Traços característicos: 

Objeto: tipo de mistura do folclore e do povo brasileiro. O autor junta o fantástico e o sobre-humano ao narrar as peripécias de um anti-herói. Macunaíma se trata do representante de todos os períodos e locais brasileiros. O personagem central, Macunaíma, é, na verdade, "um herói sem nenhum caráter", que trai e é traído, preguiçoso, mas ligeiro, uma contradição, de fato, diferente do ideal romântico.

Estilo: Próximo da informalidade, da oralidade. Erudito e popular, heróico e picaresco. Com termos populares e indígenas, o autor busca criar um português "brasileiro".

Narrativa: O narrador da obra somente se revela ao final. Na parte em que começa com o lugar-comum: "Acabou-se a história e morreu a vitória", já que todos morreram. Um homem ouviu a história contada por um papagaio. Esse homem era Mario de Andrade (1893 - 1945) que criou um enredo complexo, baseado em ampla erudição folclórica, com tom coloquial e referências de diversas estirpes. Pode-se classificar o livro como uma rapsódia, já que se trata de uma composição livre, tida em melodias populares ou folclóricas. O anti-herói é concebido na selva, filho de uma índia. Filho do medo da noite. Fala com atraso e somente se locomove quando escuta o som do dinheiro. Torna-se príncipe e trai o irmão quando brinca com as cunhadas. Joga no bicho e pretende tirar vantagem em tudo; inteligente e preguiçoso. Cresce e mata a mãe. Ci torna-se sua esposa, guerreira amazona. O protagonista vira o imperador do Mato Virgem. Depois de 6 meses, tem um filho. O garoto morre, virando a planta do guaraná. Sua mulher, com desgosto, se torna a estrela Beta. Antes disso, deixa para Macunaíma a muiraquitã, uma pedra mística que lhe assegura a felicidade. Porém, Macunaíma perde a pedra, que chega ao comerciante peruano Venceslau Pietro Pietra, em São Paulo. Com seus irmãos, Macunaíma parte para São Paulo, com o objetivo de reaver a pedra, seu ideal. Todavia, Venceslau, disfarçado de comerciante, é o gigante Piaimã, comedor de gente. Depois de tentar reaver a pedra sem sucesso, Macunaíma tenta a macumba e somente aí consegue a pedra. Então, volta para o Amazonas e é atraído pela Iara, perdendo de vez a pedra. Desiludido, parte para o céu, virando uma estrela de brilho inútil.

Síntese conclusíva: Macunaíma se trata do insumo para a reflexão do brasileiro a respeito de si próprio.

TEORIA & HISTÓRIA LITERÁRIA | Iracema - José de Alencar

TEORIA & HISTÓRIA LITERÁRIA

 IRACEMA | JOSÉ DE ALENCAR


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Movimento Literário: Romantismo brasileiro (séc. 19)

Estilo: José de Alencar rompe com o padrão linguístico. Cria um estilo próprio. Uma linguagem próxima do indígena.

Narrador: 1a. pessoa, mas predomina em 3a. pessoa.

Ambiente: início da colonização portuguesa no Brasil. Cenário fantástico (séc. 17)

Iracema: Índia corajosa que abre mão de tudo para viver um grande amor. Remete à terra brasileira, bem como ao processo de transformação cultural que o índio sofre.

Narrativa: Iracema (1865). Recebe o subtítulo de "lenda do Ceará". Pertence ao indianismo romântico. Valoriza o passado nacional para justificar o presente. Isto é, a independência de Portugal. É filha do pajé da tribo e sua sacerdotisa. Tem uma paixão pelo guerreiro português Martim. Porém, o amor é impossível. Para viver o amor, abandona tudo. Os dois vivem uma estória de amor. Iracema tem um filho: Moacir (filho da dor) - marca da união entre o índio e o branco (origem do povo brasileiro).  Martim, mais tarde, encontra Iracema quase morta. Enterra a índia próximo a uma palmeira, que se chama então "Ceará". Martim retorna a Portugal acompanhado do filho e volta novamente ao Brasil para introduzir a crença religiosa.

SOCIOLOGIA | MAX WEBER

 

SOCIOLOGIA GERAL

MAX  WEBER - Sociólogo, Historiador e Economista Alemão. Nascimento: 21/04/1864. Morte: 14/06/1920 (Aos 56 Anos)

"Um dos fundadores da  sociologia, influenciou outras áreas, como economia, filosofia, administração e direito".

"Considerado um dos pais da sociologia, Weber influenciou em outras áreas de conhecimento como Economia, Filosofia, Administração, Ciência Política e Direito".

Max Weber atribuiu às sociedades ocidentais como principal característica o que denominou "racionalidade". Assim, as relações sociais da época passaram a ser vistas de modo racional.

"O intelectual Max Weber atribuiu a essa disciplina um caráter científico".

"Weber atribuiu caráter científico à Sociologia, defendendo a neutralidade".

"Em busca da verdade científica, Weber visava compreender a sociedade... E, ao olhar para um determinado objeto, o comparava com a realidade empírica por meio de um modelo ideal".

As descobertas científicas foram possíveis devido ao estímulo que as sociedades ocidentais atribuíram à criação racional.

"Na época das análises sociais de Weber, a Alemanha, onde ele vivia, passava por um período de crescimento econômico".

As inovações tecnológicas de então tiveram relevância no desenvolvimento do capitalismo. Weber atentou para o modo pelo qual as novas tecnologias ajudaram a criar novas atitudes e novos modos de pensar. Isto é, meios pelos quais se foram fundamentais para concretizar o sistema capitalista. 
 Weber procurou analisar a religião sob a perspectiva da sociologia ("Religião e Economia sob o ângulo da investigação sociológica")

Nessa direção, buscou em sua obra, "A Ética Protestante e o Espírito Capitalista" (1905),  atribuir o sucesso do Capitalismo às crenças da Religião Protestante (Reforma Protestante).

SOCIOLOGIA JURÍDICA

Para Weber, "a regra jurídica e o ordenamento jurídico podem ser estudados de duas formas distintas. Em primeiro lugar, em sentido dogmático-jurídico, ou seja, como uma análise do conteúdo objetivo logicamente correto de cada um dos preceitos jurídicos separadamente, assim como em sua inter-relação mútua com a finalidade de ordená-los em um sistema coerente isento de contradições. Em segundo lugar, em seu sentido sociológico-empírico, ou seja, uma análise casual que procure analisar as causas e os efeitos da existência de fatos de ordem jurídica, seus condicionantes causais (fatores econômicos, políticos, sociais, religiosos etc.), bem como seus efeitos, como complexo de normas que operam como determinantes no pensamento e na atuação social dos indivíduos."
Fontes:

BOMENY; MEDEIROS (Coord.). Tempos Modernos, Tempos de Sociologia. 1a. ed., 3a. impressão. Rio de Janeiro: FGV; São Paulo: Editora do Brasil, 2011. pp. 34-41.

DIAS, Reinaldo. Sociologia do Direito. A Abordagem do Fenômeno Jurídico como Fato Social. 2a. ed. São Paulo: Atlas, 2014. p. 41.

Enciclopédia: Sociologia: a ciência que transformou o mundo e nos ajuda a entendê-lo melhor até hoje. São Paulo: On Line, 2016. pp. 70-75.

SOCIOLOGIA | KARL MARX

 

TRABALHADORES, Uni-Vos!

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 Karl Marx foi um economista político, sociólogo e revolucionário alemão. Nascido na Prússia, em 5 de maio de 1818, e falecido em 14 de março de 1883. É tido como um dos fundadores da sociologia, ao lado de Émile Durkheim e Max Weber. Sofreu influência de 03 correntes de pensamento: 1) economia clássica inglesa, associada ao utilitarismo; 2) socialismo francês; e 3) idealismo filosófico de Hegel.
No campo da política, suas ideias inspiraram a criação de partidos comunistas pelo mundo, até mesmo, no Brasil. Serviram ainda de base para a construção de Estados socialistas, como a extinta União Soviética, Cuba e China.

Vale dizer que o Estado socialista é um degrau abaixo para se atingir acima o Comunismo. Assim, socialismo e comunismo não têm o mesmo significado. O primeiro seria um caminho para o segundo. No socialismo ainda há a figura do Estado, porém nele todos seriam iguais sem distinção de classes sociais, sem a burguesia no poder. Já no comunismo, todos efetivamente seriam tão iguais que não haveria mais a necessidade de um Estado controlador das relações sociais. Todavia, como célebre frase de George Orwell em sua obra Revolução dos Bichos, fixa-se que todos na verdade são iguais mas uns são mais iguais do que os outros. 

Uma das obras mais famosas de Karl Marx trata-se do Manifesto Comunista, escrita em parceria com Engels, tendo sido publicada em 1848 e se tornado um marco para o socialismo científico. Posteriormente, publicou O capital, em 1867 (primeiro volume) e, em 1885 e 1894, os seguintes volumes.

Para saber mais sobre a vida do pensador, leia aqui (wikipédia) e aqui (infoescola).
Por ora, podemos mencionar que Marx criticou a propriedade privada e as relações sociais, com a burguesia no poder. Por outro lado, defendeu o proletariado, afirmando que a revolução social deveria ocorrer justamente por meio daquele. O conflito existente entre a burguesia e o proletariado justamente marca o que chamou de "Luta de Classes". Para tanto, defendeu também a greve como forma de manifestação política.

Marx estudou a economia clássica inglesa, debatendo com pensadores contemporâneos a ele, sempre com viés analítico e crítico. Por exemplo, Adam Smith e David Ricardo.

Para Marx, não se deveria preocupar em definir uma ciência particular para estudar a sociedade  (como para Comte). Para Marx, a sociedade deve ser analisada em sua totalidade, considerando os aspectos sociais, econômicos, políticos, ideológicos, religiosos etc.

Marx, assim, é considerado um clássico da Sociologia, devido às análises da sociedade capitalista de seu tempo e pela repercussão principalmente no século XX, em movimentos sociais e universidades.

Fontes:

BOMENY; FREIRE MEDEIROS (coord.). Tempos Modernos, Tempos de Sociologia. São Paulo: Editora do Brasil, 2010.

TOMAZI, Nelson Dacio. Sociologia para o Ensino Médio. Volume Único. 2a. edição. São Paulo: Saraiva, 2010. pp. 240-241.

Wikipédia | Karl Marx

Infoescola | Biografia - Karl Marx

SOCIOLOGIA | Émile Durkheim

 SOCIOLOGIA | Émile Durkheim - Reflexões


O pensador francês inventou a linha sociológica funcionalista, que foca o controle social e a manutenção do poder em pauta.

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O sujeito somente vai poder agir ao passo em que conhecer o contexto em que se encontra submetido. Deve saber quais são suas origens e as condições de que depende. E, além disso, não vai poder saber sem ir à escola, iniciando por notar a matéria bruta que se encontra lá representada. (Durkheim)

Para Durkheim, há várias semelhanças entre as ciências naturais e as sociais.

Durkheim vivia numa sociedade, onde a escassez de recursos financeiros era um dos maiores problemas.

Segundo Durkheim, a elite se mantém com o poder garantido.

Para o francês, o alto índice de suicídio na Europa de então era um sinal de que a sociedade europeia estava doente.

Para o pensador, a divisão social do trabalho tornava possível a solidariedade, sua grande vantagem. 

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Carlitos nas engrenagens da fábrica em filme Tempos Modernos
 
"Modern Times (Tempos Modernos, no Brasil e em Portugal ) é um filme de 1936 dos Estados Unidos do cineasta Charlie Chaplin em que o seu famoso personagem "O Vagabundo" (The Tramp) tenta sobreviver em meio ao mundo moderno e industrializado. É considerado uma forte crítica ao capitalismo, stalinismo, nazifascismo, fordismo e ao imperialismo, bem como uma crítica aos maus tratos que os empregados passaram a receber durante a Revolução Industrial." (veja: Wikipédia. Leia mais, aqui)




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"Operários é um quadro pintado em 1933 por Tarsila do Amaral que representa o imenso número e a variedade racial das pessoas vindas de todas as partes do Brasil para trabalhar nas fábricas, que começavam a surgir no país, principalmente nas metrópoles, como em São Paulo na década de 1930, impulsionando o capitalismo e a imigração. O quadro se encontra no Palácio Boa Vista e faz parte do Acervo do Governo do Estado de São Paulo." (veja: Wikipédia)

Regras do Método
SOCIOLÓGICO DE DURKHEIM

Para o autor, os fatos de origem social (fatos sociais) obedecem a leis imutáveis

1 - A exterioridade | são padrões exteriores aos sujeitos e independem de sua consciência.

2 - A coercitividade |força que submete os indivíduos a seguir normas, regras e valores sociais.

3 - A generalidade | são fatos coletivos e atuam na sociedade.


COMPREENDA COMO DURKHEIM VIA
O FATO SOCIAL E O PAPEL DA EDUCAÇÃO,
DA CULTURA E DAS INSTITUIÇÕES SOCIAIS

Para o pensador, a sociologia deveria abranger os fatos sociais, exteriores e coercitivos aos indivíduos. Para ele, as instituições que guiam a sociedade (direito, costumes, religiões etc.) foram criadas antes e são transmitidas de geração a geração, através da educação.

As instituições sociais (Igreja, Família, Governo etc.) regulam o processo de mecanização da sociedade. Para Durkheim, elas são conservadoras por natureza. 

Fatos sociais: "regras jurídicas e morais de uma sociedade, dogmas religiosos, sistema financeiro e até costumes".

Direito: conjunto de regras e normas, cuja função seria punir aquele que transgride o todo (direito penal).

Mercado: "precisa de uma ética que deve ser mais forte do que a pura lógica econômica." Segundo Durkheim, a função de regulador da ética do mercado deve ser desempenhado através das corporações profissionais. Diferente dos sindicatos, as corporações unificariam as diversas categorias interessadas no processo de produção. Isto é, tanto o dono da fábrica quanto Carlitos e seus colegas.
"A EDUCAÇÃO É UMA
SOCIALIZAÇÃO DA JOVEM GERAÇÃO
PELA GERAÇÃO ADULTA"

Biografia
 
"David Émile Durkheim (Épinal, 15 de abril de 1858 — Paris, 15 de novembro de 1917) foi um sociólogo, antropólogo, cientista político, psicólogo social e filósofo francês. Formalmente, criou a disciplina acadêmica da sociologia e, com Karl Marx e Max Weber, é comumente citado como o principal arquiteto da ciência social moderna e pai da sociologia." - (Wikipédia | Leia mais, aqui)

Fontes:

Tempos Modernos, tempos de sociologia / coord. Helena Bomeny; Bianca Freire-Medeiros. São Paulo: Ed. do Brasil, 2010. (coleção aprender sociologia)

Enciclopédia: sociologia: a ciência que transformou o mundo e nos ajuda a entendê-lo melhor até hoje. 1a. ed. São  Paulo: On Line, 2016. pp. 66-69.