quinta-feira, 10 de agosto de 2023
quarta-feira, 9 de agosto de 2023
Redação Enem X Redação Fuvest
Por Nicholas Maciel Merlone
Sp. 09 ago / 2023.
Os temas e os enfoques das redações do ENEM e da Fuvest são diferentes. Apesar de os dois trazerem como proposta problemas vivenciados pela sociedade, no exame do ENEM os temas são objetivos e claros; enquanto isso os temas propostos na prova de redação da Fuvest são abstratos, filosóficos e com abertura para várias interpretações diversas.A prova de redação do ENEM exige uma proposta de intervenção na sociedade. Por outro lado, a redação da Fuvest requer que o candidato observe o mundo ao redor, reflita sobre ele e pondere sobre o comportamento do homem. Na prova da Fuvest é importante dialogar, conversar mesmo, com os textos de apoio, interpretando-os e compreendendo-os, para então botar no papel de forma crítica as principais ideias deles.
Nos dois exames é relevante citar autoridades, que reforcem os argumentos, tornando a argumentação mais sólida e robusta. Ou seja, estudiosos, filósofos, pensadores, cientistas, enfim, mencionar citações diretas, ou em forma de paráfrase. Ocorre que na Fuvest isso não acrescenta pontos na nota. Diferente do Enem, em que as referidas citações pontuam.
Quanto às características do texto...
A redação do Enem: 1) deve ter entre 08 e 30 linhas; 2) não requer título; 3) é obrigatório propor uma intervenção; 4) os assuntos giram em torno de questões sociais e direitos humanos, isto é, um tema-problema do mundo contemporâneo.
Já a redação da Fuvest: 1) deve ter entre 20 e 30 linhas; 2) requer título; 3) não é necessário propor uma intervenção; 4) os assuntos orbitam em temas mais filosóficos e crítico reflexivos, tocando cultura, sociedade e comportamento.
Em linhas gerais, a redação precisa ser um texto dissertativo-argumentativo, bem embasado, coerente e coeso. Deve ter uma estrutura bem delineada. Deve conter introdução, desenvolvimento e conclusão. Deve tratar o assunto exposto de modo claro. Deve argumentar com consistência e fazer o uso adequado da norma culta da língua portuguesa. Além disso, deve expor uma tese bem definida e fazer uso de exemplos para embasar os argumentos. É, por fim, relevante respeitar o limite de linhas previstos em cada exame e jamais incorrer em desvios do assunto proposto, ou seja, fugir mesmo do tema.
segunda-feira, 7 de agosto de 2023
Características de um Texto Bem Escrito
Frases Curtas;
Palavras Curtas e Simples;
Sentenças – forma positiva;
Voz ativa;
Termos específicos;
Palavras concretas;
Evite adjetivos;
Frase enxuta;
Concisão;
Frase Harmoniosa;
Clareza;
Texto Legível;
In: Squarisi; Salvador. A Arte de Escrever Bem. 2015.
quarta-feira, 2 de agosto de 2023
quarta-feira, 26 de julho de 2023
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quinta-feira, 20 de julho de 2023
quinta-feira, 1 de junho de 2023
LinkedIn | IA torna professores mais produtivos, mas ainda desafia escolas
De Lucas Carvalho, da redação do LinkedIn Notícias
A popularidade da inteligência artificial generativa também cresce nas escolas. Segundo reportagem do Valor, professores brasileiros têm usado o ChatGPT como ferramenta de produtividade, gerando questões de provas e artigos distribuídos entre os alunos para reforçar o conteúdo das aulas. No entanto, as escolas admitem ter dificuldade para identificar quando estudantes usam a IA para trapacear em tarefas, por exemplo, com suspeitas sendo apuradas caso a caso pelos professores. Especialistas, porém, concordam que resistir à tecnologia é inútil: melhor é usá-la a favor do ensino.
O ChatGPT já se mostrou capaz de resumir livros em parágrafos claros e coerentes, solucionar problemas complexos de matemática e até corrigir bugs em códigos de softwares. Mas enquanto alguns veem nessa inteligência artificial da OpenAI uma maneira de “automatizar a trapaça”, outros veem uma ferramenta com potencial para transformar o ensino.
É o caso de David de Oliveira Lemes, diretor da Faculdade de Estudos Interdisciplinares da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Enquanto introduzia seus alunos aos conceitos iniciais de algoritmo e lógica de programação, ele mostrou à turma um código errado e pediu que tentassem encontrar o erro. Depois de solucionado, David pediu que o ChatGPT também tentasse encontrar o erro. E ele encontrou.
“Ainda estamos no começo, foi meu primeiro encontro com a turma. Mas eu pretendo continuar usando [a IA]. Vai ser uma ferramenta de aula para trabalhar o senso crítico dos alunos, até a gente encontrar os erros do próprio ChatGPT. Ele não é infalível”, diz o professor, em entrevista ao LinkedIn Notícias.
Lemes faz parte de um grupo de professores que, através do WhatsApp, troca ideias sobre como usar a inteligência artificial como ferramenta de ensino – na contramão de plataformas, universidades, revistas científicas e escolas básicas ao redor do mundo que estão proibindo o uso dessa tecnologia.
O grupo foi criado pelo LinkedIn Top Voice Diogo Cortiz, que além de professor de design é pesquisador de ciência cognitiva. Segundo ele, proibir o ChatGPT ou ferramentas semelhantes em sala de aula é improdutivo.
“Uma coisa que temos levantado bastante nesse grupo e outros é a importância de explorar o ChatGPT com os alunos, explicar como ele funciona e quais são suas limitações técnicas e conceituais”, diz Cortiz, ao LinkedIn Notícias.
“Temos que desenvolver o espírito crítico nos alunos, para que eles não achem que [a IA] é um oráculo ou que serve só para trapacear.”
Cortiz sugere inserir ferramentas de IA em sala de aula como recursos pedagógicos, para que os estudantes possam usá-las para resolver atividades. A avaliação seria feita com base no que o aluno faz com as respostas oferecidas pelo ChatGPT ou semelhantes – como o recém-lançado modo de chat do Bing, da Microsoft (empresa controladora do LinkedIn).
Ronaldo Lemos, LinkedIn Top Voice e professor convidado na Universidade de Tsinghua, na China, também afirma que em suas aulas no Colégio Schwarzman o uso do ChatGPT não será só liberado, mas obrigatório. A avaliação dos estudantes, porém, será feita com base nas perguntas que eles fizerem, e não nas respostas da máquina.
Ensinar os alunos a fazer as perguntas certas pode fazer a diferença no mercado de trabalho do futuro. Especialistas acreditam que o design de prompts – isto é, dos comandos que o ChatGPT e outras ferramentas leem – será um pré-requisito para vagas que utilizem IAs generativas.
Já existem até mercados virtuais de prompts, como o Promptbase, em que “receitas” cuidadosamente projetadas para tirar os melhores resultados da IA são vendidas e compradas.
“É como se você estivesse aprendendo a programar um robô. Só que, nesse caso, os comandos muitas vezes são frases que você usa todo dia e podem envolver mais malandragem ou experimentos com palavras do que matemática. Olha a oportunidade para quem é de humanas!”, escreve o jornalista e consultor Rafael Kenski.
Para a consultora e pesquisadora em educação Mirela Ramacciotti, o crescimento de ferramentas de IA é um momento oportuno para se repensar métodos de ensino usados há décadas, e avaliar o próprio processo de aprendizagem dos estudantes.
“Convide seus alunos a começar o trabalho de aprendizagem pela ferramenta”, escreve a pesquisadora.
A ideia é que se um robô consegue responder à pergunta apresentada em aula, o problema está na pergunta, e não nos alunos.
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